segunda-feira, 25 de maio de 2009

Rotina

Exercício de enganar a dor.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Hoje nada de escrever...
Para que criar mais?
A literatura deve ser consumida, apenas isso.


Arthus Nunes

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Nossas palavras

Sinto um amor.
Dos vários que fazem parte de mim o mais forte e constante.
Transborda. E como colocar pra fora? Falando? Amando? Amando-te ao falar!

Ti amo
em meio a cliches e rimas pobres...
Ti amo
com aliterações e metáforas
Ti amo
com ou sem ortografia correta
Ti amo
mesmo que a língua não possa transmitir tudo.
Ti amo
Teimo, falo, grito, perturbo, invado.
Ti amo.

Para aquela que me tomou pela alma e me levou até as palavras, as boas palavras.

Arthus Nunes


P.S- E é com "I" mesmo pra lembrar do sutaque.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Tristeza fantasiada

Em um dia que se predispõe a ser ruim, as palavras em mim marcadas não são nada leves ou suaves. Não consolam ou ajudam. Não querem dizer muita coisa, simplesmente confundir a mim e a todos. São difíceis, difíceis que só encontram uma forma de fluir: Como música. Músicas confusas como as tais palavras de um dia confuso embora verdadeiro. Onde até as máscaras estão cansadas. Onde só se precisa deitar a cabeça no colo e adormecer, sempre que possível abrindo o olho para ter certeza de onde esta, de quem esta, de quem se é...


Arthus Nunes

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Movimentos Autônomos

Debatia-se em seu leito pelo simples fato de não querer se movimentar, ou apenas por querer o próprio movimento, afinal era humano. Não aceitava simplesmente que algo fizesse se mover de forma incompreendida e mal quista. Sonhava em ser livre, mover-se para onde queria e quando o queria. Sonho esse que era atrapalhado por muito mais do que as circunstancias de sua vida, era atrapalhado por movimentos, que apesar de seus, não tinham nada a ver com o verdadeiro ser. Embora o prefixo "auto" estivesse presente não havia muito de si mesmo. Assim como em outras ocasiões era levado por outra parte. Autofágico, auto destrutivo, autônomo: Movimento das partes de si não apresentadas na capa.
Debatia-se até compreender o que era preciso fazer. Ate onde seria preciso lutar. E ao entender o seu objetivo conseguia por fim descansar, relaxar, fechar os olhos e controlar os próprios movimentos. Ou parte deles.


Arthus Nunes

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Para não sair do mundo dos sonhos...

Para não sair do mundo dos sonhos, vivo a sonhar, seja acordado, dormindo, em mim, em outrem, calmo ou discutindo.

Para não sair do mundo dos sonhos, os escrevo, os falo, os vivo.

Para não sair do mundo dos sonhos simplesmente teimo e não aceito a realidade.Faço melhor, a transformo em mim, em sonhos.

Para não sair do mundo dos sonhos a receita é simples: Uma cama de solteiro, lençol, chuva lá fora e a mulher que ama invadindo tudo isso e se fazendo "presente!".

P.S- É facultado o uso do clichê.


Arthus Nunes

terça-feira, 14 de abril de 2009

Despertar?

Encerra a noite
cerro os olhos.
Vejo as luzes
Que brotam de dentro.

Raia o dia
Escondo os olhos
Para que não possam abrir.
Não antes de ti posicionares
a frente deles, onde deves estar.

Arthus Nunes