segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Descoberta

Do susurro ao arrepio
Do arrepio ao encanto
Do encanto o sentir
Precedendo todo pranto.

A tua pele me seduz
O teu cheiro, enlouquece
O teu toque, fascina
O teu beijo, entorpece

O externo conquistas
O interno estremece
O impossível acontece
Apaixono-me inteiro.

Tuas poucas palavras
Levaram-me de mim
Era eu apresentado
Ao inevitável fim.

Arthus Nunes


domingo, 20 de agosto de 2017

Aprendizado

Procurando viver
Consegui relembrar
Amargo exercício
Tentar Escrever

Saber Discernir
Quando ceder
Como Persistir
Finalmente aprender

A mente Esforçar
O corpo Contorcer
O coração Relutar
A alma Convencer

Arthus Nunes

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

2:00h AM


Na calada da noite encontrava-se indeciso sobre que caminho tomar. Não sabia bem qual a melhor  forma de torna-la produtiva. Entre encontrar-se com O Engenhoso Fidalgo, acalentar-se ao embalo da madrugada, ouvir canções de outrora ou contar historias em uma frase. Desistiu. Resolveu escrever sobre o agora. Não conseguia dormir pensando em tudo ao seu redor, não queria que o seu inconsciente imaginário tomasse o lugar da consciência produtiva, embora fosse muito mais talentoso, não importava. Precisava de algo mensurável, transferir sua sensação para o papel com apenas um compromisso, ser sincero consigo e  não deixar o desejo pelo nada superar  a necessidade de viver. Sentia a força esvair-se no momento em que tentava fazer a diferença, sê-la. Com os olhos pesados e o zumbido do inseto não mais incomodando percebeu lhe restar pouco tempo, aquelas poderiam ser as ultimas palavras. Respirou fundo, concentrou toda sua força nas pálpebras e nos dedos, olhou para o futuro inconsciente e vendo beleza entendeu que esse era o momento, a interseção, o ponto de partida, onde a consciência produzia o que a inconsciência compunha e sendo completo entregou-se.


Arthus Nunes

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Raíz

Por mais superficial que seja, uma árvore precisa de raizes para se manter de pé.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Do caminhar



Para coração.Para de incomodar de doer.
Só não para de amar muito menos de bater
Segue teu ritmo sem vacilar, melhora.
Faz teu papel para mostrá-lo mundo afora.

Seja meu mais que parte,faz-se todo
Bombeia minha vida adiante
E sempre que me abater , for  um tolo
Bate mais forte e brada: Levante!

Arthus Nunes

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Comigo

Fecho os olhos nesse breve momento onde tudo tem a permissão de não ser, não existir, não incomodar. Respiro sentindo aromas e cores nunca antes provados, enchendo novamente os pulmões de significados inimagináveis. Sem a cobrança nossa de cada dia sinto-me leve,  quase a flutuar. O vento traspassa a minha face de uma maneira tão suave que penso nem estar ali. Ou melhor, não penso, não sou, só sinto. sem a minima pretensão de planejar, calcular, construir ou vislumbrar nada alem do agora. E ai o pronome pessoal me toma de assalto, obrigando-me a perceber que estou vivo e que tudo não passou de um breve e invejado momento de inconsciência.

Arthus Nunes

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Capítulo 1 - Destino da viagem.

Resolvi ir a Lugar Algum, consultei o mapa do desencontro  e vi que precisava tomar um caminho estranho. Primeiro passei pela Travessa da Solidão, encontrei várias pessoas por lá, um engarrafamento de necessidades, pessoas convenientemente acomodadas e outras que acabaram la sem saber como nem por que. Decidi seguir em frente com o o meu objetivo. Dobrei a direita na Esquina do Esquecimento, estava muito iluminada(ao contrario do que muitos pensam) tão iluminada que não dava para ver nada e quase perdi a entrada da Rua dos Nomes, toda sorte de nomes havia lá, tantos nomes que ninguém os ligava a nada e assim se tornavam só palavras tristes sem a função para a qual foram criados, não é atoa que só usavam símbolos para informar e sinalizar o que quer que fosse, e assim consegui achar a Avenida da Saudade , a maior Avenida que se possa imaginar, não era graduada em km e sim em Ano-Luz esburacada, escura e triste. Quisera eu que o mapa apontasse outro caminho, mas era preciso passar por lá, era o único caminho.Continuei resoluto sem cansar, não poderia ficar parado se quisesse chegar a Lugar Algum e logo vi que não seria fácil e teria que prestar bem a atenção pois no caminho para Lugar Algum se não tiver cuidado a gente termina se perdendo.

Arthus Nunes