quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Conclusão

Um dia não tão belo o caminho olhou para a saudade e disse:

"E depois eu que sou difícil, longo e solitário."

Arthus Nunes

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Poemetos II

Vicio meu, moléstia minha
É tudo que não se pode conter
É o habito de enganar
Ou desejo de manipular

Vicio meu moléstia minha
É o que todos tomam por normal
Mas em mim se torna pior.
É a forma de convivência comum entre os seres

Vicio meu, moléstia minha
É não saber a hora de levantar
É simplesmente me abandonar
Esperando q as coisas por si aconteçam.

Arthus Nunes

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Poemetos.

Os poemas que não li são mais profundos
Atingem a alma sem ter a mente como intermédio.

Os poemas que ainda não li mostram tudo que ei de saber
São completos e satisfatórios em sua forma. (Indiferentes ao mundo lá fora)

Os poemas que ainda não li falam mais ainda de mim
Esses poemas não raros são os que ainda não escrevi.


Arthus Nunes.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Sintoma.

Quem ama contrai.


Arthus Nunes.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Epitáfio

O ser de alma inteira
Apresentando a mórbida face
Chora por ver faceira
A dor eterna que nasce

Na vida já minguante
E do corpo que se transforma
De uma casca vazia e errante
Em uma alma pura que chora

E na ressurreição tão esperada
Ver-se Surpreendida
Pois a vida que tanto amava
Para todo o sempre foi perdida

E para todos os seres viventes:
-Tristeza e morte não criem,
Tentem entender o que é esperança
E viver o famoso "carpe diem"!

Arthus Nunes

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Solidão.

A solidão que me constrange
Não é a solidão do abandonado,
Pois esta me seria mais confortável.
Afinal não a escolhe o individuo.

A solidão que me constrange
É aquela criada por mim
Onde o outro é objeto indesejável,
Mesmo que amado.

Tal solidão é amarga
Fria e constantemente criada
Como cerca ao redor do que se teme.

Viver em comunhão apavora
Tolhe, machuca, pois são dois
E não apenas um a sofrer.


Arthus Nunes

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Marginal

Ser poeta marginal é estar à margem,
à margem do verso, à margem da forma
Utilizando tudo o que transforma
Para a criação de uma margem.

Na margem, onde não há redondilhas
Maiores ou menores.
Onde alexandrinos, são pessoas com nome engraçado.
Onde os sonetos se tornam obsoletos e incapazes
De representar tudo o que se sente.

Disseram-me uma vez que o marginal,
Sem ser poeta, seria a praga de uma sociedade.
Pois afirmo que o poeta, sem algo de marginal
É tolo e esse sim uma praga.

VIVA MIRÓ, FERNANDO CHILE, FRANÇA, CHICO!
Todos que marginalizaram o verso e constrangeram o perverso.


Arthus Nunes