segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Poemetos II
É tudo que não se pode conter
É o habito de enganar
Ou desejo de manipular
Vicio meu moléstia minha
É o que todos tomam por normal
Mas em mim se torna pior.
É a forma de convivência comum entre os seres
Vicio meu, moléstia minha
É não saber a hora de levantar
É simplesmente me abandonar
Esperando q as coisas por si aconteçam.
Arthus Nunes
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Poemetos.
Atingem a alma sem ter a mente como intermédio.
Os poemas que ainda não li mostram tudo que ei de saber
São completos e satisfatórios em sua forma. (Indiferentes ao mundo lá fora)
Os poemas que ainda não li falam mais ainda de mim
Esses poemas não raros são os que ainda não escrevi.
Arthus Nunes.
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Epitáfio
Apresentando a mórbida face
Chora por ver faceira
A dor eterna que nasce
Na vida já minguante
E do corpo que se transforma
De uma casca vazia e errante
Em uma alma pura que chora
E na ressurreição tão esperada
Ver-se Surpreendida
Pois a vida que tanto amava
Para todo o sempre foi perdida
E para todos os seres viventes:
-Tristeza e morte não criem,
Tentem entender o que é esperança
E viver o famoso "carpe diem"!
Arthus Nunes
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Solidão.
A solidão que me constrange
Não é a solidão do abandonado,
Pois esta me seria mais confortável.
Afinal não a escolhe o individuo.
É aquela criada por mim
Onde o outro é objeto indesejável,
Mesmo que amado.
Fria e constantemente criada
Como cerca ao redor do que se teme.
Tolhe, machuca, pois são dois
E não apenas um a sofrer.
Arthus Nunes
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Marginal
Ser poeta marginal é estar à margem,
à margem do verso, à margem da forma
Utilizando tudo o que transforma
Para a criação de uma margem.
Maiores ou menores.
Onde alexandrinos, são pessoas com nome engraçado.
Onde os sonetos se tornam obsoletos e incapazes
De representar tudo o que se sente.
Sem ser poeta, seria a praga de uma sociedade.
Pois afirmo que o poeta, sem algo de marginal
É tolo e esse sim uma praga.
Todos que marginalizaram o verso e constrangeram o perverso.
Arthus Nunes
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
Autoria
Ser autor não é declamar.
Ser autor não é publicar.
É sentir, transpirar, labutar.
É conseguir transcrever angustias.
Ou sentidas por todos, porem mal faladas.
Angustias secretas, abertas, dilaceradas.
Anunciar o indizível poético da dor.
Conseguir burlar o bloqueio social
Simplesmente escrever sem ter o “quem ou “onde”.
Talvez não da vida, mas de algo maior,
À deriva de um amor puro, insano e triste.
Arthus Nunes
