sexta-feira, 25 de maio de 2012

Capítulo 1 - Destino da viagem.

Resolvi ir a Lugar Algum, consultei o mapa do desencontro  e vi que precisava tomar um caminho estranho. Primeiro passei pela Travessa da Solidão, encontrei várias pessoas por lá, um engarrafamento de necessidades, pessoas convenientemente acomodadas e outras que acabaram la sem saber como nem por que. Decidi seguir em frente com o o meu objetivo. Dobrei a direita na Esquina do Esquecimento, estava muito iluminada(ao contrario do que muitos pensam) tão iluminada que não dava para ver nada e quase perdi a entrada da Rua dos Nomes, toda sorte de nomes havia lá, tantos nomes que ninguém os ligava a nada e assim se tornavam só palavras tristes sem a função para a qual foram criados, não é atoa que só usavam símbolos para informar e sinalizar o que quer que fosse, e assim consegui achar a Avenida da Saudade , a maior Avenida que se possa imaginar, não era graduada em km e sim em Ano-Luz esburacada, escura e triste. Quisera eu que o mapa apontasse outro caminho, mas era preciso passar por lá, era o único caminho.Continuei resoluto sem cansar, não poderia ficar parado se quisesse chegar a Lugar Algum e logo vi que não seria fácil e teria que prestar bem a atenção pois no caminho para Lugar Algum se não tiver cuidado a gente termina se perdendo.

Arthus Nunes

sexta-feira, 30 de março de 2012

Da prova que não morri

Aqui estive
Aqui Senti
Aqui lembrei
Aqui tentei
Aqui escrevi
Aqui me derramei
Aqui menti
Aqui me enganei
Aqui me engasguei
E a prova que querias?
Está AQUI.

Arthus Nunes

quarta-feira, 20 de julho de 2011

"Eu não sou bem um poeta. Minha vida é que é cheia de hiatos de poesia."

"Eu não sou bem um poeta. Minha vida é que é cheia de hiatos de poesia!"

"Eu não sou bem um poeta. Minha vida é que é cheia de hiatos de poesia!!"


Joaquim Cardoso

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Rotina!?

7:00 a.m. - Escava, procura, remexe tudo atrás de algo belo o suficiente para ser mostrado, lido, devidamente apreciado.
5:00 p.m. - Não encontra.
5:10 p.m. - Volta pra casa frustrado pela falta de produtividade do dia-vivo. Anotação: Matar o tempo na esperança que o dia morto seja mais produtivo.
5:20 p.m. - Esquece.
5:30 p.m. - Depara-se com uma de suas partes a andar em sua direção, sorrindo, cambaleante, seu filho. Beija sua mulher.
6:00 p.m - Entende.
11:00 p.m - Dorme feliz na esperança de que algum dia, vivo ou morto, possa competir com aqueles minutos de alegria cambaleante.

Arthus Nunes

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Falta.

Engraçado como o nosso inconsciente tem a habilidade de tentar nos compensar daquilo que sentimos mais falta. Relativamente óbvio porque se algo lhe falta você pensa naquilo, sente a falta. O interessante é como ele compensa e quando. Tenho sentido falta dos meus amigos, embora não pense nisso o tempo todo, é um fato. E eu não simplesmente sonho com um bela reunião onde todos estão juntos e felizes, o que seria irreal, e talvez não trouxesse o sentimento de satisfação. Quando estava em Recife a reunião e contato com essas pessoas que escolhi para fazer parte de mim era o que me sustentava por estar longe das outras partes de mim. Hoje , feliz por estar completo, sinto a falta daquela sustentação nos dias de stress e dificuldade.


Arthus Nunes 07_04_11

quinta-feira, 17 de março de 2011

Escolho meus amigos pela pupila

(Oscar Wilde)

Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.

A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.

Para isso, só sendo louco! Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.

Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta. Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.

Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice! Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois ao vê-los loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.


Oscar Wilde

sexta-feira, 4 de março de 2011

Dos Lados (Parte 3)

Deixei de lado o preconceito e falei, rimando ou não, fui o que sou sempre, imperfeito. Repetindo sempre ou deixando de lado o refrão. Assim vi vários lados. Poeta, amigo, pai , irmão. E não quis restringir a prêmios dados o valor de cada um. Voltar a ser é sempre bom...


Arthus Nunes