sábado, 7 de fevereiro de 2009

Sinais de fumaça.

Da dor que brota da falta
Brota algo mais, falta algo mais.
Na penumbra de forte sentimentos
há algo de angustia, pouca paz.

No jogo do claro-escuro
as personas se confundem.
Brincam. Brigam. Vivem!?
As vezes escondendo o que procuro.

Das certezas que brotam do amor
Brota algo mais, ama-se mais.
E por mais difícil que seja
sabe-se que só o sentir traz paz.

(Ti amo.)

Arthus Nunes.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

O que quero!?

Quero correr pelas madrugadas.
Amar, viver, constranger.
Comer uma bela picanha depois de me tornar uma só carne.
Quero Carnaval sem fim.
Ouvir frevos, cirandas, caboclos, maracatus em tambores silenciosos
fazendo meu coração parar e batucar em seu ritmo.
Quero ler eternos livros feitos de vida, ou impressões dela.
Quero escrever sentimentos não tão claros quanto os papeis que vão exibi-los.
Quero ser maior. Fazer minha voz ecoar pelas terras secas, e também nas mal educadas, de meu pais.
Quero compartilhar minha vida e felicidade com as pessoas que me amam.
A propósito, quero sim ser amado.
Quero ouvi-la sussurrar segredos em plena madrugada em meus ouvidos.
Quero enfrentar medos, e vence-los.
Mas também quero perder.
Perder para as minhas vontades, realizando tudo o que quero.


Arthus Nunes.

domingo, 28 de dezembro de 2008

Maré.

Às margens do capibaribe
escrevo-me em papel.
Tentando calar o mundo
E ouvir a solidão.

Às margens do capibaribe
Reflito-me em águas calmas.
Tentando enxergar tantas
imagens prateadas e turvas.

Às margens do capibaribe
Espancava-me o vento.
Tentando levar embora a dor
deixando-me apenas os pensamentos.

Arthus Nunes.

sábado, 27 de dezembro de 2008

Tentativa

...

Penso, quero, sinto. E nada sai.

...

Reflito, forço, até sei. E nada sai..

...

Tentando palavrear, esclarecer. E nada sai...

...

Quando finalmente uma silaba se junta a outra
a palavra a mais uma das suas, ja não há nada. Tarde demais.

Quem sabe no proximo papel...


Arthus Nunes

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Conclusão

Um dia não tão belo o caminho olhou para a saudade e disse:

"E depois eu que sou difícil, longo e solitário."

Arthus Nunes

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Poemetos II

Vicio meu, moléstia minha
É tudo que não se pode conter
É o habito de enganar
Ou desejo de manipular

Vicio meu moléstia minha
É o que todos tomam por normal
Mas em mim se torna pior.
É a forma de convivência comum entre os seres

Vicio meu, moléstia minha
É não saber a hora de levantar
É simplesmente me abandonar
Esperando q as coisas por si aconteçam.

Arthus Nunes

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Poemetos.

Os poemas que não li são mais profundos
Atingem a alma sem ter a mente como intermédio.

Os poemas que ainda não li mostram tudo que ei de saber
São completos e satisfatórios em sua forma. (Indiferentes ao mundo lá fora)

Os poemas que ainda não li falam mais ainda de mim
Esses poemas não raros são os que ainda não escrevi.


Arthus Nunes.