Em um dado momento de um certo dia
alguém, que hoje me parece um simples tolo, ousou falar de como as dificuldades da vida pode nos tornar
incapazes de prosseguir, de continuar, de ser um
aficionado pela propaganda do
Johnnie Walker e continuar na caminhada. Outro
não sei se
tão tolo quanto quis provar que o contrario era verdade que a dificuldade nos ensina a viver. Cansei desse papo e
resolvi parar de
abalizar, de medir, de pensar, de tentar achar explicações para tudo que acontece ao meu redor.
Não sabia se
escrever seria
fuga ou apenas uma
atividade forçada, se meus sentimentos seriam meus ou reflexos de outrem, se um blog serviria pra desabafar pra estranhos
e assim ser satirizado/ajudado ou simplesmente para publicar aquilo que achamos
necessário ou
importante para que
assim possamos ser vistos de uma forma melhor, maior, mais inteligente. E neste momento invadido pelo furor de um desabafo me sinto feliz, cheio de vida e de memoria. Pois
não sou formado apenas das doces nostalgias nem pelo puro desapego do passado.
Não sou aquele velho
sábio com resposta pra tudo nem completamente a criança vislumbrada a cada imagem nova que seus olhos tem
contato.
Não importa os extremos, vivemos no meio. Amando no meio de nosso jeito,
vivendo no centro de nossa vida, criando o
núcleo do
próximo momento. Achando em algo um motivo pra prosseguir. Vivo. E por acaso achando uma forma de ser pleno. Creio que este "acaso" tem sido de uma maravilhosa bondade para comigo. Obrigado.
Arthus Nunes
(voltando melhor do que saiu desse acaso ambulante.)