quarta-feira, 22 de outubro de 2008
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Epitáfio
Apresentando a mórbida face
Chora por ver faceira
A dor eterna que nasce
Na vida já minguante
E do corpo que se transforma
De uma casca vazia e errante
Em uma alma pura que chora
E na ressurreição tão esperada
Ver-se Surpreendida
Pois a vida que tanto amava
Para todo o sempre foi perdida
E para todos os seres viventes:
-Tristeza e morte não criem,
Tentem entender o que é esperança
E viver o famoso "carpe diem"!
Arthus Nunes
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Solidão.
A solidão que me constrange
Não é a solidão do abandonado,
Pois esta me seria mais confortável.
Afinal não a escolhe o individuo.
É aquela criada por mim
Onde o outro é objeto indesejável,
Mesmo que amado.
Fria e constantemente criada
Como cerca ao redor do que se teme.
Tolhe, machuca, pois são dois
E não apenas um a sofrer.
Arthus Nunes
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Marginal
Ser poeta marginal é estar à margem,
à margem do verso, à margem da forma
Utilizando tudo o que transforma
Para a criação de uma margem.
Maiores ou menores.
Onde alexandrinos, são pessoas com nome engraçado.
Onde os sonetos se tornam obsoletos e incapazes
De representar tudo o que se sente.
Sem ser poeta, seria a praga de uma sociedade.
Pois afirmo que o poeta, sem algo de marginal
É tolo e esse sim uma praga.
Todos que marginalizaram o verso e constrangeram o perverso.
Arthus Nunes
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
Autoria
Ser autor não é declamar.
Ser autor não é publicar.
É sentir, transpirar, labutar.
É conseguir transcrever angustias.
Ou sentidas por todos, porem mal faladas.
Angustias secretas, abertas, dilaceradas.
Anunciar o indizível poético da dor.
Conseguir burlar o bloqueio social
Simplesmente escrever sem ter o “quem ou “onde”.
Talvez não da vida, mas de algo maior,
À deriva de um amor puro, insano e triste.
Arthus Nunes
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Delírio
Na pseudo-uniformidade de minhas palavras
Procuro dentro em mim o que ainda não vi.
O homem, o menino, o gigante...
Toda aquela grandeza que outros disseram haver.
Perco-me entre o que vêem e o que sou.
Sem responder a mim aquilo de mais importante.
Para que viver sem poder ser?
Arthus Nunes
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Tempo
Nada é igual ao que foi ontem. Partindo disso pensamos e não conseguimos evitar a comparação. Parecendo muitas vezes o ontem melhor do que hoje. Mas, será?
Afinal o hoje é o ontem de amanhã e não sentimos o sentimento de prazer nisso. Será que está no tempo ou em nos? No tempo ou nas pessoas? Será que há como fazer tal divisão? O tempo existe ou inventamos? Existimos ou o tempo nos inventa? Que se inventem as respostas.
Arthus Nunes
