terça-feira, 18 de maio de 2010

Despedida

Porque não é a partida que machuca , mas o medo desesperado e recôndito de esquecer e/ou ser esquecido. De não fazer mais parte, de não ser uma condição sinequanon para a vida do outro ser completa. Sair do papel principal, dos holofotes, é sempre difícil quando não se é o diretor. Ficar sempre parece desesperadamente pior, sensação de abandono, mas esquecemos que muitas vezes ficar também é uma opção, tão respeitosa quanto qualquer uma. E eu que pensei que sempre ficaria, serei um dos primeiros a partir, partir em busca dos outros pedaços de mim, e fica cada vez mais difícil ser completo com tantos pedaços espalhados, amigos, mãe, pai, filho e amor. Mas parto sim, convicto de que levarei aqueles q importam comigo e irei pra perto de minha família. Parto feliz. Por opção de ser feliz, nao por obrigação. E pela primeira vez vejo a despedida de outra forma, não sou mais eu que estou parado e o outro ser se distancia, agora vejo todos no mesmo local e o chão sobre mim mudar, a paisagem mudar, “me” mudar...

Arthus Nunes

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

E de tempos em tempos as postagens ficam raras
entramos na viela de Pessoa procurando o que escrever
e tudo nos parece Atrapalavras...

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Nossa Arte

É parecido. Não comigo, não com algo físico, parece mais uma sensação. É um sentimento, algo que faz com que o estômago congele e o coração pare e volte a bater mais forte do que nunca.
É uma forma de expressão. Definitivamente também é uma forma de expressão. Afinal usa palavras, sons, métodos(mesmo sem saber) estudados por milhares de pessoas...
É uma continuação. Não deixa de ser, por mais diferente e original que pareça vem de algum lugar, apesar de ser inédito.
É felicidade. Afinal concluir trabalhos como esse não é fácil. Requer tempo ,experiência, disciplina e nem sempre há o reconhecimento do público. Bem como tantas coisas nessa área é difícil definir, cada pessoa que tem acesso vê de uma forma, entende de uma forma. Os autores as vezes se sentem até ofendidos com as diversas formas de interpretação.
É livre. Tem vida própria, nós até que tentamos dar um rumo a historia mas segue por si só em algum momento...
É o fruto. Não apenas do ventre da pessoa amada mas também do seu companheiro. É a coisa mais especial que se pode fazer junto a outro ser humano. É parte de mim, é a mais forte definição da palavra amor.
Meu filho.


Arthus Nunes

domingo, 30 de agosto de 2009

Surpresa

Embalado por essa indescritível dor , em ti me refugio.
Dilacerado pela iminência da partida só a ti me confesso, sem saber que ai dentro uma parte minha já reside, já vive. E somos um, no momento mais maravilhoso vivido, transformando amor em matéria , em vida, em nosso fruto.



Arthus Nunes

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Tu

Quando me fazes um poema
sou aquilo que escreves.
Sou parte em teu dilema
tornando pesadas coisas leves.

Quando sussurras o meu nome
sou palavras feitas de vontade
Sou ser inteiro , pleno, vivido.
Aliviando tua fome de verdade.

Quando me fitas com o olhar
transformas todo o teu redor
arrebata-me do que é saudade.
Fazendo de mim... melhor.

Arthus Nunes

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Mutação parte II

Não sou igual...
Não haveria de sê-lo depois de tantos momento incomuns.
Das experiências meticulasomente vividas e esquadrinhadas,
até ser achada a parte não febril, saudável, de mim.



Arthus Nunes

sábado, 25 de julho de 2009

Vida ao acaso!?

Em um dado momento de um certo dia alguém, que hoje me parece um simples tolo, ousou falar de como as dificuldades da vida pode nos tornar incapazes de prosseguir, de continuar, de ser um aficionado pela propaganda do Johnnie Walker e continuar na caminhada. Outro não sei se tão tolo quanto quis provar que o contrario era verdade que a dificuldade nos ensina a viver. Cansei desse papo e resolvi parar de abalizar, de medir, de pensar, de tentar achar explicações para tudo que acontece ao meu redor. Não sabia se escrever seria fuga ou apenas uma atividade forçada, se meus sentimentos seriam meus ou reflexos de outrem, se um blog serviria pra desabafar pra estranhos e assim ser satirizado/ajudado ou simplesmente para publicar aquilo que achamos necessário ou importante para que assim possamos ser vistos de uma forma melhor, maior, mais inteligente. E neste momento invadido pelo furor de um desabafo me sinto feliz, cheio de vida e de memoria. Pois não sou formado apenas das doces nostalgias nem pelo puro desapego do passado. Não sou aquele velho sábio com resposta pra tudo nem completamente a criança vislumbrada a cada imagem nova que seus olhos tem contato. Não importa os extremos, vivemos no meio. Amando no meio de nosso jeito, vivendo no centro de nossa vida, criando o núcleo do próximo momento. Achando em algo um motivo pra prosseguir. Vivo. E por acaso achando uma forma de ser pleno. Creio que este "acaso" tem sido de uma maravilhosa bondade para comigo. Obrigado.


Arthus Nunes
(voltando melhor do que saiu desse acaso ambulante.)