domingo, 27 de janeiro de 2008

Brincadeira

Sou uma criança, simplesmente isso.
E o que mais nesse mundo eu seria?
Brinco toda noite, enquanto dormem.
Para ver se algo mais me contraria.

Sabendo de tudo que me incomoda
Brinco com as letras, fazendo engenharia.
E nesta constante(onde tudo roda)
Sou quem eu sou e não quem queria.

Arthus Nunes.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

!?

O que tenho!?
Não contarei a ninguem. Não quero saibam que amo.
Afinal qual o doente que quer, ou se sente bem, quando
outros sabem de sua mazela!?


Arthus Nunes

domingo, 20 de janeiro de 2008

Aniversário

É hoje, a meia-noite tudo mudará, ou nada mudará. Talvez só mude a forma que responderei formulários onde questione a minha idade, ou a forma de me verem socialmente. Social, sociável?Ou sócio?O que será que somos(falou o misantropo).
Sei que questionamentos como esse não mudará, nem mudará quem sou para aqueles que me amam ou me odeiam. Então por que sinto esta estranha sensação de mudança? De nova vida. Doce ilusão, como se um dia, apenas um dia, pudesse mudar o rumo de tudo. E não pode? Quantos dias especiais que mudaram o curso de algo há em nosso calendário para que possamos lembrar deste dia como o tal "divisor de águas" , e nem lembramos, lembramos apenas de verificar no calendário se cairá num domingo qualquer ou não. Engraçado, ao final das contas sempre viramos feriados.
Por que lembrar só naquele dia? Por que tanta expectativa, como se algo maravilhoso fosse acontecer?Depois só fica a frutração de um dia normal como qualquer outro. Afinal você acorda, come, vai trabalhar, volta pra casa e dorme. É certo que recebe-se mais ligações do que de costume, e é muito legal ser lembrado, mas ainda assim é um dia de ouvir, como sempre ouvir. Se ao menos pudéssemos ser ouvidos, se realmente prestassem a atenção no que tens a passar, talvez sim fosse um dia tão especial.Ai seríamos mais que meros feriados.
E assim vamos aprendendo a importância disso, ano após ano, este dia fica mais ou menos importante, mas fica sendo conhecido por aquele que não o acha um simples dia vermelho em meio a sua vida monocromática.

Arthus Nunes

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Amanhecer

O dia amanheceu chorando.
Chorava porque não estavas aqui.
Chorava pela dor que sentia.

O dia amanheceu chorando
Enquanto a torrente decia de meus olhos
o dia assim amanhecia.
Chorando...

Arthus Nunes

domingo, 13 de janeiro de 2008

Dicotomia

O que será mais angustiante?
Ter-te, como antes, e não poder te ver?

Ou ver-te como agora e não poder te ter?
Tudo isso só aumenta esta paixão errante.

Como será possível assim viver?
Não sendo egoísta ao ponto de toma-la
Nem altruísta ao ponto de deixa-la.
(Ah, louca ambiguidade que assola este ser)

Seria pecado realizar tudo isso?
Sei apenas que não a mereço.
E se passasse a eternidade a observa-la

Já me seria suficiente de forma tão rara.
Pois seus olhos minha alma supri
E seu amor minha vida nutri.


Arthus Nunes

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Poeta

"O poeta é um poeta, e apenas isso."
Falou o que de muito sabia.
Só nao mostrou em sua agonia
A razáo para seu semelhante suplício.

Eu que também não o sei
passoa vida a suplicar
Nos meus versos simples e a pensar.
O quão importante e insano seria trovar.

Por quais motivos e de que modo
Poderia compor alucinações literarias.
Seria pelo existir?Ou simplesmente pelo amar!?
Mesmo as duas parecendo contrarias.

É simples o que digo:
Não sei por que escrevo e nem por que existo.
Só sei que existo porque escrevo
E nao escrevo porque existo.

Arthus Nunes

domingo, 11 de novembro de 2007

Palavras vazias

Porque não me bastam o elogio tolo de palavras vazias
Pois o q vale é o coração marcado ,vivo e que chore
Que compreenda o que não deve ser compreendido.
Elogios de palavras vazias são para os tolos, pois deles precisam para viver.
Mais vale o sentimento da pura,e nem sempre maravilhosa, verdade
Vale que entendam, e não se deixarem ludibriar pela beleza de formas e cores.
Não quero que minhas palavras soem bonitas aos ouvidos e sim que sejam cortantes para os corações .
Assim como uma espada fincada na pedra é esse o sentimento de dor e assombro
Que se misturam em um momento obscuro do qual os raios do luar
Somem como num eclipse, e a luz já não vista , e a vida já não existente que se encerrem
Em um ultimo momento, um suspiro de dor, e o fim.morte


Arthus Nunes