sexta-feira, 4 de março de 2011

Dos Lados (Parte 3)

Deixei de lado o preconceito e falei, rimando ou não, fui o que sou sempre, imperfeito. Repetindo sempre ou deixando de lado o refrão. Assim vi vários lados. Poeta, amigo, pai , irmão. E não quis restringir a prêmios dados o valor de cada um. Voltar a ser é sempre bom...


Arthus Nunes

Dos Lados (Parte 2)

Por não saber o que falar mostrei os lados.
Por não ter o que mostrar falei de mim.
Por não ter o que falar fiquei calado.
E mudo, vi tudo claro enfim.

Saber onde se estar é coisa rara.
Saber e não se estar coisa ruim.
Entender o que se quer é necessário.
Para se viver pleno assim.

De pleno a poeta fui num instante
sem nem mesmo precisar entender
Estar com quem se ama foi bastante
Para me reensinar a escrever.


Arthus Nunes

Dos Lados (Parte 1)

Longe de tudo, longe de nada.
Perto de tudo , perto de mim.
Fora de tudo, dentro de mim.
O que importa tudo quando se tem nada!?

Vencedor de nada, esquecido de tudo.
Lutando contra o vento, aflito, moribundo.
Voando baixo em abismo profundo.
Não se conta vitórias lembrando de nada.

Sabendo pousar aprende-se tudo.
Sabendo-se tudo aprende-se nada.
O não saber é um escuro submundo.
E o Tudo um belo nada.

Arthus Nunes

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Palavra, objeto de não ser.

Esqueci meu caderno, os rascunhos salvos aqui não me atraem. Vejo-me diante do desafio de criar algo novo. Um novo lampejo, nova ideia. Talvez nem nova precise ser, apenas desta vez documentada. Afinal o ato de escrever é tentar fazer com que as palavras não morram, nem sejam levadas pelo vento a lugares desconhecidos.
São poucas as palavras que queremos esquecer, como são poucas as que queremos publicar. Só desejamos esquecer palavras quando foram proferidas erradamente, a alguém ou em um momento inoportuno, fora isso a ideia de não saber o que foi proferido angustía.
Palavra, objecto de não ser. O "Tudo" a mesma distancia do "nada" (duas sílabas). Transformar,transcrever ,transparecer( o verdadeiro ou o incerto) capacidades ilimitadas no simples ato de comunicar-se.
Na falta de como saber encerrar o texto a funcionária da biblioteca toca meu ombro dizendo: "O horário da biblioteca virtual já encerrou ta!?"
E só me resta tempo para Assinar e clicar "Publicar postagem".

Arthus Nunes

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Já não somos mais os mesmo seis, nem seis sei se somos mais. Ficaram algumas partes pelo caminho, parte de alguem que não encontrou seu caminho, metade de alguem que perdeu o bjetivo, parte de alguem que está longe de suas outras partes, parte de alguém perdido e outras duas partes que teimam em evoluir. Seis almas. Seis vidas. Seis partes de algo que não sabem.


Arthus Nunes

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Do retorno

Voltei!

Não como queria, mas como precisava. Abrupto, direto, emocionado, quente e sem luz exterior.

Um dia entendermos.


Arthus Nunes

terça-feira, 8 de junho de 2010